//Lugares favoritos
- Pessoa em fuga//Lendo
Porra nenhuma
//Com mania de falar:
"Talk seriously!" "you understand if you want!"
//Lombras passadas
//Contador

Já que em alguns dos meus blogs favoritos há posts sobre cães, gatos e cia, também quero registrar aqui o meu depoimento sobre o comportamento do meu cão. O nome do meu cachorro é Pitu. Fazendo jus ao nome, que é o nome de uma pinga, esse indivíduo tem deixado os habitantes da minha residência loucos. Como fui eu quem inventou de adotar aquele cãozinho, todas as reclamações a respeito do Pitu são dirigidas a mim. O número de reclamações diárias por causa do comportamento dele é muito elevado. O Pitu é muito temperamental. Antigamente ele era um doce. Acho até que essa foi a estratégia que ele adotou para me sensibilizar a levá-lo pra casa. Na época em que eu o adotei, eu tava desempregada, portanto eu tinha todo o tempo do mundo para lhe dar atenção. Ele era bastante pequeno e isso facilitava a limpeza de seus dejetos. Era automático: ele fazia sujeira e eu, na mesma hora limpava. Aí o tempo foi passando eu arrumei um emprego, comecei a estudar e ele foi crescendo e se transformou num cachorro cheio de vontades. Ele começou mordendo dedos de velhinhas, seus preferidos. Depois tomou gosto por distribuir seus excrementos por toda a casa. Agora, ele determinou um limite máximo de aproximação de sua caixinha. Se você se aproxima demais, ele se transforma em Gremlin e já era: passa meia hora te olhando com cara feia, querendo te atacar. Banho, nem pensar. Nas duas últimas tentativas de dar banho nele ele me botou pra correr bonito. Então você imagina: Um gremlin, fedido, mal humorado e agressivo...
Vou levá-lo ao programa Casos de Família, antes que sejamos expulsos de casa.

Sabe aquela coisa de achar que o mundo está contra você e que você precisa arrumar um buraco para se enfiar de qualquer jeito? É isso o que eu chamo de crise clichê. Essas crises, muitas vezes, são pura paranóia. Minhas crises clichês são versáteis, atacam focos distintos, cutucam a auto-estima, o relacionamento com os outros, a vida profissional e se deixar, elas se instalam e tomam conta do pedaço. Hoje em dia, no alto dos meus 25 anos obtive experiência suficiente para lidar com algumas delas e até eliminei algumas. Mas de vez em quando elas chegam e me pegam desprevenida. A última veio na quarta-feira. A crise clichê chegou até a minha pessoa, me cutucou, jogou pimenta na minha ferida, foi embora e me deixou mal por três dias. Acho que ela esperava que eu ficasse agonizando durante muitos e muitos dias, como acontecia anteriormente. Pensou que o estrago seria maior. Achou que eu ia caçar confusão com as pessoas que gosto, me acabar de chorar, brigar, espernear e até desistir de alguns projetos. Mas ela se enganou: Simplesmente não tenho mais saco para aturar crises clichês.
Sai de mim, capeta!
