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Fábulas, leis, mitos, idealizações ...

Nesse fim de semana eu vou viajar com o princeso. Meu papi ficou sabendo da notícia e, meio desconcertado me perguntou com quem eu vou viajar. Então eu olhei para um lado, olhei para o outro lado e, como certos assuntos lá em casa ainda são e, acredito, sempre serão tabus contei-lhe uma fábula e rapidamente mudei de assunto. Depois eu fiquei pensando no que se passa na mente dos meus pais...(importante ressaltar que os filhos têm 25, 29 e 30 anos). Na minha residência, minha mamãe é responsável pela censura dos meios de comunicação. A TV está exibindo cenas picantes e impróprias para menores de 80 anos? Ou muda o canal imediatamente ou desliga a tv. Lá existem leis supremas que não podem e nem devem ser quebradas. Essas leis dispõem sobre tatuagens, brincos em homens, amansebamento, relacionamento com pessoas casadas, etc. etc. Mas com relação aos procedimentos de confecção de pessoas (vejam como a censura está implantada no meu cérebro e me impede de escrever aquela palavra proibida que começa com se e termina com xo) nada foi declarado. Vácuo total. Como sou a caçula da família, percebo que existe uma certa pressão/esperança/idealização sobre a minha pobre pessoa. Antes de qualquer viagem que eu faça, minha mãe me dá uma palestra sobre a valorização feminina, sobre a laranja lima que é doce, mas depois amarga, prepara um discurso cheio de metáforas e insinuações e depois me libera para viajar. Acredito que pairam dúvidas sobre certos assuntos relacionados com os aspectos mais intrínsecos da minha vida, se é que você me entende. Depois de refletir bastante sobre o assunto e, pensando bem, como o réu é e será inocente até que se faça prova em contrário disto, e eu só estou pensando em ter filhos daqui a alguns anos, não vou esquentar com isso não.

 

O mito continua... e as palestras também...

 

 - Histórico do caso:

 

Quando tinha seis anos, estava na escola e uma menina da mesma idade que eu e muito à frente de seu tempo falou comigo sobre sexo. Não entendi nada. Só incluí a nova palavra no meu dicionário. Inocentemente, ao chegar em casa perguntei a minha mãe que diabo era aquilo? O que é sexo?  Minha mãe quase teve um ataque de nervos e faltou pouco para me dar uma coça.

Um pouco mais tarde, aos treze anos, peguei uma revista querida e comecei a folhear. Parei na página que tratava justamente sobre aquilo. Pense numa individua que ficou chocada... fiquei perplexa com tamanha “safadeza”...

 

Quase levei uma coça aos seis anos por causa de uma coisa que descobri (conceitualmente) somente aos treze...

    Ô doença!!!

 



- Postado por: mim às 08h38
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Docência

Quando eu era criança eu queria ser professora. Achava o máximo aquela coisa de corrigir provas, passar trabalhinhos, atribuir notas, chamar atenção de aluno, copiar no quadro, etc, etc. Na minha opinião, uma das profissões mais bonitas e importantes é a de professor. Ta, eu sei que eu sou a primeira a meter o pau nos meus professores e foram poucos os que conseguiram passar no meu difícil teste de avaliação. Talvez eu os critique tanto porque seja frustrada profissionalmente. Ou talvez porque eles sejam muito ruins mesmo (olha eu criticando-os novamente). Cheguei até a cursar um semestre de pedagogia na unb, mas larguei o curso porque tava achando aquilo um saco e fui parar na contabilidade (ooohhhhh). Sinceramente eu não sei a real causa de eu ter feito tal loucura. Não sei se foi por timidez, ou medo, mas hoje acho que me dei pouca chance de fazer o que realmente queria. Acredito que a docência é uma arte e não é para qualquer um.

 

Por exemplo: na universidade em que eu estudo, existem dois tipos extremos de professores. Ambos são muito bem sucedidos nas áreas em que trabalham (um deles passeia por aí com um Mercedes). Ambos têm seus escritórios, muito dinheiro e prestígio.

O primeiro, o Sr. Paris (pseudônimo criado para preservar a identidade daquele F.D.P, safado, ordinário, Mun-ra, carcará sanguinolento, carniceiro, fedido, monstro do biscoito, corno manso, entre outros), chega todo invocado na sala, com terno e gravata, cheio de pose. Se acha. Sabe da matéria, mas não sabe explicá-la. O aluno que se atrever a abrir a boca para fazer uma pergunta fica marcado para sempre. Se abrir a boca para fazer gracinha então, tá automaticamente reprovado. Se chegar atrasado leva falta e se exceder o limite de faltas ta f*dido. É grosso, rude, mal-humorado, arcaico. Nesse semestre ele obrigou a turma a imprimir uma lei com mais de cinqüenta páginas para simples consulta durante a prova. É o top dos odiados no Departamento.

 

O segundo, o Sr. Normando (não precisa de pseudônimo porque eu só vou elogiá-lo. (Ele não pode me processar por isso, pode?). É um cara desencanado total. Não cobra presença, não aplicou prova e até faltou algumas vezes. O cara sabe tudo de Direito e suas aulas eram sempre cheias, apesar de não haver controle de freqüência. Não adotou nenhum livro. Não fez programa de disciplina. É professor substituto e recebe R$ 400,00 por mês (não me perguntem o porque de ele dar aula na universidade, pois não sei). O cabra conhece tudo acerca de Legislação trabalhista desde a legislação que rege a profissão de músico à do estagiário. O cara é o cara. A aula dele é a AULA. Obrigou-nos a apresentar um seminário, questionou sobre o assunto abordado, corrigiu-nos quando falamos abobrinhas, acrescentou pontos importantes não mencionados por falha nossa e até fez uma simulação do julgamento de uma causa trabalhista na sala.

 

                     (...)

 

E olha que o Sr. Paris vive falando em

       essência sobre a forma...

 

 

 



- Postado por: mim às 09h38
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