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Saudade dos tempos de criança...

*Saudade de quando a família se reunia para rezar e um de nós começava a rir sem parar e, no final até meu pai que era austero se acabava de rir. 

*Saudade de pular amarelinha na rua e de brincar de caracol. 

*Saudade de ser a caçula pegajosa que grudava na irmã mais velha e não a deixava em paz.

*Saudade de pedir a bênção da vó e receber um abraço meigo e cheiroso e do vô esfregando a barba áspera no rosto.

*Saudade da felicidade que sentia quando levava coca-cola com pão de queijo para lanchar na escola.

*Saudade da Daniela que me convidava para brincar em sua casa e lá me trancava para que eu não fosse embora (eu sempre tinha que pular o portão).

*Saudade de quando o meu pai assoprava a minha barriga e fazia cafuné no cabelo.

*Saudade de brincar com a Kétila a melhor amiga dos últimos anos da minha infância.

*Saudade da Izabel que dividia o monte de brinquedos que tinha com os amiguinhos.

*Saudade de quando eu ia às festinhas e sempre me preocupava em pegar bolo e docinhos para a minha mãe.

*Saudade da Deninha que, às vezes levava água para lanchar na escola.

*Saudade da Késia, a amiga mais mentirosa (criativa) que eu tinha.

*Saudade de quando o meu pai conseguia me carregar no colo (até os treze anos)

*Saudade de fingir que estava dormindo no sofá para que meu pai me levasse no colo até a cama.

*Saudade de quando a minha mãe juntava os três monstrinhos e nos contava histórias.

*Saudade do meu irmão fingindo ser tarzan e esculhambando a nossa cama todinha.

*Saudade até do medo que sentia quando eu quebrava a torneira do tanque com a bola e esperava levar uma bela coça por isso.

 

Gente, que deprê é essa?

Vou ali no banheiro chorar...

 



- Postado por: mim às 16h05
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Sabia que de vez em quando eu fico com medo de a minha boca começar a falar certas coisas que eu só tenho coragem de pensar? Em situações como convocações para reuniões ou coleta de dinheiro para comprar presente para chefe eu fico com tanta raiva, mas tanta raiva que eu acho que um dia a minha boca vai declarar independência e simplesmente falar tudo o que tá engasgado aqui na minha garganta, há anos. Sério. Tem dia que eu xingo mentalmente com tanto ódio que parece que a minha boca tem vida própria e eu tenho que ficar lutando para segurar as palavras dentro dela.

Eu hein!



- Postado por: mim às 14h19
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É incrível como o planejamento que faço nunca funciona. Em quatro anos de estudos aprofundados na área de finanças pessoais (praticamente uma graduação) não houve um mês em que eu pudesse dizer ”Nesse mês bateu direitinho. Acertei na mosca.” É claro que existem variáveis que são impossíveis de se prever ou de se quantificar numa planilha, como tpm, impulsividade, ganância, futilidade, gula, cachacismo e no final do mês sei que essas variáveis destroem todas as minhas previsões cientificamente calculadas, estudadas e validadas. Sim, eu queria ser o tipo de mulher controlada que usa a mesma calça jeans que usava há cinco anos atrás, que aceita o seu cabelo do jeito que ele é (isso existe?), que sai para trabalhar com o mesmo Le cheval que usava nas aulas de educação física, quando tinha 14 anos de idade. Tenho plena consciência de que quando surge um convite inesperado para um show, barzinho, churrasco ou coisa afim, o princípio do Carpe Diem entra em ação e tem peso 99% nas minhas decisões. Sei que chego ao limite de questionar se existe a necessidade ou não de almoçar, quando encontro uma outra destinação para o dinheiro reservado para isso. Mas no fundo, no fundo minha planilha financeira é uma das únicas coisas em que eu posso mandar e desmandar sem que ninguém coloque o bedelho e isso me proporciona uma certa sensação de autonomia e de prazer. Sem contar na adrenalina de ter que arrumar dinheiro para cobrir cheques que estão quase entrando e não tem saldo na conta para cobri-los. Às vezes é necessário recorrer ao FMI (cdc) ou fazer apelos emocionantes ao namorado/irmão, mas no fim, tudo sempre dá certo. Meu nome nunca tocou no SPC, graças a Deus.



- Postado por: mim às 11h58
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