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Porra nenhuma
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Às vezes, questiono a possibilidade de ter sucesso profissional devido ao fato de ser muito pouco política. Sou do tipo que, quando não gosta de uma pessoa, incomoda-me o simples fato de ter que cumprimentá-la. No trabalho, tive a sorte de ter bons chefes que, com o passar do tempo, tornaram-se meus amigos. Mas, depois, mudei de departamento, exclusivamente pelas vantagens pecuniárias que tal mudança acarretaria, e fui obrigada a conviver diariamente e exclusivamente com o tipo de pessoa que mais detesto. Foram exercícios diários de paciência, contenção de revolta, repreensão de palavrões e deglutição de sapos. Depois que consegui a minha carta de alforria, e toquei um FODA-SE para a porra daquela função, senti-me aliviada e contente por ser o tipo de pessoa que valoriza o que há de mais precioso na vida. A paz da gente não tem preço. E, de vez em quando, é preciso dar um passo para trás para que se avancem dois ou três...
Hoje eu confesso, tou feliz pra caralho, apesar das dívidas. Sinto-me mais leve, mais alegre. Toda saltitante...

Eu sou meio louca, reconheço. Acho que não tenho sanidade mental suficiente para manter um blog sem sucumbir à vontade de deletá-lo ou abandoná-lo.
Também não tenho sanidade mental suficiente para ter cartões de crédito ou cheques;
Não tenho sanidade mental suficiente para ficar em filas;
Nem para aguentar chefe chato;
Ou para suportar gente que se acha;
Para frequentar os mesmos lugares que as piriguetes frequentam;
Para assistir a filmes de ação;
Para engarrafamentos;
Para manter o mesmo celular por muito tempo, sem perdê-lo;
Para multidões;
Ah, acho que, no fundo, no fundo, sou uma pessoa normal...